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Fórmula - Negócio Online

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Agência da Caixa Econômica será inaugurada em Xinguara


Caixa

A Agência da Caixa Econômica Federal em Xinguara vai ser inaugurada no dia 2 de dezembro de 2011, foi o que informou funcionários da instituição que já trabalham internamente realizando os ajustes finais para o sistema entrar em operação na data da inauguração.
Com a inauguração da Caixa em Xinguara, a agência de Redenção vai desafogar um pouco mais o atendimento ao público, já que grande parte dos clientes atendidos lá é de pelos menos sete municípios que agora passarão a ser atendidos pela agência de Xinguara. Otávio Araújo

Frente 'Sim' realiza carreata em Belém neste domingo


Em mais uma carreata da campanha pela divisão do Pará, as frentes Pró-Carajás e Pró-Tapajós devem levar cerca de 300 veículos às ruas de Belém, na manhã deste domingo (27). A concentração começa a partir das 8h, no espaço Aldeia Cabana, bairro da Pedreira, com saída prevista para as 9h.
A carreata contará com a presença de militantes do 'Sim', lideranças de partidos políticos e deputados estaduais e federais que lideram a campanha a favor da divisão, como o presidente da Frente Parlamentar Pró-Carajás, deputado estadual João Salame (PPS), o coordenador da Frente Pró-Carajás, deputado federal Giovanni Queiroz (PDT), e o também deputado federal Zequinha Marinho (PSC), que integra a frente Pró-Tapajós. Otávio Araújo

Divisão do Pará é tema de debate na RBA TV


Na próxima quinta-feira (1°), a Rede Brasil Amazônia de Comunicação promove o primeiro debate da TV paraense, para apresentar as propostas de cada uma das quatro Frentes contrárias e favoráveis à divisão do Pará. O bate-papo está marcado para às 22h.
As regras do debate foram aprovadas na última segunda durante uma reunião, na sede da emissora, com os representantes legais de cada frente. O documento com as assinaturas foi protocolado junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Pará.
O programa terá duração de uma hora e meia com cinco blocos. Em quatro deles, os representantes das frentes fazem perguntas diretas entre si. No último bloco cada um poderá se manifestar, através das considerações finais, com o objetivo de esclarecer o eleitor sobre a importância do voto. Otávio Araújo

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Governador Jatene visita Ourilândia


Foi confirmada para esta segunda-feira (28), às 10h, a visita que o governador Simão Jatene fará ao município de Ourilândia do Norte, para inaugurar a Companhia da Polícia Militar, construída com recursos da Vale e da Prefeitura de Ourilândia. 

O novo núcleo da Polícia Militar de Ourilândia é composto de quinze residências para a corporação, um refeitório e um centro de administrativo, além da aquisição de seis motocicletas, uma camionete 4x4, telefones celulares e serviço de Internet. Otávio Araújo

Água Azul: Mulher tem nome no Serasa sem contrair dívida


Vítima


Ana Maria de Oliveira Machado, 37 anos, casada, residente em Água Azul do Norte, levou o maior susto ao saber que devia a uma Agência do Banco do Brasil, em São Paulo, a importância de R$ 15.000,00, valor este que ela jura não ter absoluta noção a que se refere.
Nervosa e se sentindo constrangida pelo fato de está com o nome no SERASA em decorrência desta situação, Ana Maria compareceu à Delegacia de Polícia de Xinguara, nesta sexta-feira (25), para registrar um Boletim de Ocorrência. Ela quer que o banco explique que debito é esse e quem o fez em seu nome, usando, inclusive, o seu CPF. Fonte: Otávio Araújo

Redenção: Anac autoriza ampliação da pista do aeroporto


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a prefeitura de Redenção realizar a ampliação da pista de pouso do aeroporto municipal. Com a ampliação da pista será possível o pouso de aeronaves maiores incluindo Redenção na rota comercial de empresas que autuam nessa parte do país.
O projeto de ampliação da pista do aeroporto de Redenção terá a participação de um grupo de empresários locais, onde muitos deles são possuidores de aviões e helicópteros. Durante uma reunião com o prefeito Wagner Fontes, no ano passado, os empresários se propuseram a ajudar financeiramente no projeto de ampliação da pista que passará de 1.350 metros para 1.650 metros, com iluminação para pouso e decolagem no período noturno. Otávio Araújo

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Samba de breque no plebiscito


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Como ocorre em todas as campanhas eleitorais, a palha da cana começou a voar e a cuia de tacacá entornou nas peças que protagonizam o mote plebiscitário: e vocês sabem que goma quente faz queimaduras de considerável grau.
No programa desta noite os feiticeiros do “não” entornaram o tacho com os alcaides do Sul do Pará, ao afirmarem que a região recebe fortunas dos projetos minerais, mas, “alguns prefeitos não fazem bom uso do dinheiro”.
Aumentando a octanagem do maçarico, o locutor da peça dispara que, inclusive, “36 prefeitos da região respondem a processos”.
O Sul do Pará tem 38 municípios, portanto, a lanterna de Diógenes do Orly Bezerra só livrou a cara de dois digníssimos alcaides, deixando sem lenço e documento, nas empoeiradas estradas da região, o restante dos indigitados.
Como eu não entendo patavinas de marketing, gostaria de entender o porquê de a praga ter sido lançada rumo ao Sul do Pará especificamente: se formos fazer resenhas judiciárias de quem responde processo, e tomarmos isto, já, como culpabilidade transitada, poderemos desconcertar mais de 36 aqui mesmo, pela região metropolitana.
É nestas ocasiões que nós próprios, os políticos, avacalhamos com a política e o distinto público constata que a farinha toda veio da mandioca de uma roça só, cozida no mesmo forno e puxada com o mesmo roldo.
A acusação, claro, feriu os brios dos executivos e a notícia subiu como fogo em coivara seca: os prefeitos exigiram da Associação dos Municípios do Araguaia e Tocantins (AMAT) um desagravo imediato e debitam a conta do agravo na tulha do governador do Estado.
Como a coisa toma rumo de briga de rua, onde do nariz para baixo é canela, é bom lembrar aquele dogma de governabilidade: governo não causa problema; resolve-os.
Quem tiver equilíbrio suficiente para segurar esta gelatina com uma só mão, apresente-se, pois, com a outra, tem que não deixar cair a peteca. Fonte: Parsifal

Nomeação faz tapajoense apoiar 55


Márcia Simone de Araújo
A senhora da foto acima que empunha a bandeira do “Não e Não”, sorriso tímido nos lábios, em carreata realizada no final de semana em Belém, não é uma cidadã qualquer.
É a ex-primeira-dama do município de Terra Santa (oeste paraense), onde ela, desde ontem (21), quando essa foto foi publicada no jornal Diário do Pará, causa furor.
Márcia Simone de Araújo é esposa do ex-prefeito Adalberto Anequino, atual nº 2 da Superintendência Regional do Incra em Santarém. Ela causa furor porque todos em Terra Santa juravam que ela era favorável à criação do Tapajós.
Por diversas vezes, na gestão do marido como prefeito, Márcia se manifestou simpática ao sonho emancipacionista tapajônico. Daí a estupefação dos seus, digamos assim, ex-súditos ao vê-la de camisa e bandeira do “não” no outro lado da trincheira.
A mudança repentina logo suscitou uma penca de especulações.
Entre as quais, a de que o choro da cantora Fafá de Belém no programa do “não”, semana passada, teria sensibilizado a ex-primeira dama, e nela provocado essa rápida conversão.
Há quem diga, no entanto, que Márcia Anequino Araújo mudou de lado por conta de uma aparição, ocorrida em setembro deste ano.
Aparição do nome dela no DOE – Diário Oficial do Estado -, como assessora especial I, por decreto assinado pelo governador Simão Jatene. Desde então, segundo os teóricos da tese da aparição, Márcia Anequino defende o “não” com idêntico entusiasmo de Zenaldo Coutinho (PSDB).
Fonte: Blog do Jeso Carneiro

Deputado João Salame, líder da emancipação de Carajás, renova desafio aos contras


O deputado João Salame Neto (PPS), líder da Frente Pró-Estado de Carajás, esperou 24 horas além do prazo que deu aos paramentares adversários à criação de duas unidades federativas a partir do atual território do Pará – Carajás e Tapajós -, para renovar o desafio que fizera no início da semana passada.
Salame, numa entrevista ao Jornal do SBT, ancorado por Nielson Martins e numa palestra a estudantes de Administração de uma Universidade de Belém, disse que se os adversários de Carajás conseguissem convencer o governador Simão Jatene a dar o aumento de R$ 66,00 aos professores da rede pública estadual, que estavam em greve há quase dois meses, para conseguir o piso nacional de salário (R$ 187,00) e contratasse 1,5 mil policiais para o sul e sudeste do Pará, para fazer frente à violência que campeia naquela região, renunciaria o seu mandato de deputado estadual e abandonaria a Frente Pro-Carajás, passando a lutar pela manutenção do Pará como se conhece hoje. O desafio foi endereçado ao presidente da Frente do Não, deputado federal Zenaldo Coutinho (Licenciado). Coutinho foi chefe da Casa Civil do governador e mantem estreitas ligações com Simão Jatene.
Salame havia estipulado até a sexta-feira passada para que os contrários a Carajás e Tapajós se manifestassem, mas já sabia antecipadamente que isso não aconteceria. “O governo não tem como dar esses míseros R$ 66,00 de aumento a cada professor porque não tem dinheiro, Se der, acaba de quebrar o Estado. Jatene não dá porque não pode. Ana Júlia não deu porque não pôde, e Almir Gabriel também não deu pela mesma razão. Por isso, não devemos continuar com essa demagogia de que tudo vai melhorar. Só vai melhorar quando vier mais recursos da União e isso só ocorrerá quando tivermos mais duas unidades federativas para trazer mais cotas do FPE (Fundo de Participação dos Estado) para a região. Só não vê quem não quer ver. O Pará atual recebe R$ 2,9 bilhões. Com a divisão, passará a receber R$ 5,9 bilhões. Só com o que economizará por não ter que investir nas áreas emancipadas representa 15 vezes a a sua capacidade de investimento com recursos próprios hoje, que é da ordem de R$ 187 milhões, segundo um secretário do próprio governo”.
Salame, sábado passado, renovou o desafio e preveniu os defensores de Carajás para que não espere resposta, porque a equação do desenvolvimento proposta pelos defensores do “Pará grande e pobre” não tem solução.
O deputado participou, domingo, de uma carreatas do SIM (77) pelas principais ruas de Belém e ficou satisfeito com a manifestação de apoio de boa parte da população. “É natural que, em Belém, as pessoas sejam contra. Muitas delas são sabem aonde fica a Serra do Cachimbo, Floresta do Araguaia, Gurupá ou Anajás, e, bem ou mal, tem atendimento médico mais perto, segurança pública mais visível. Agora, quem mora fora da Área Metropolitana de Belém não tem nada disso e sua esperança está na presença do governo mais perto, com mais saúde, mais educação, mais segurança pública.
O Pará, todo mundo sabe, é um estado continental mas pobre, por isso difícil de ser administrado. Não há dinheiro, por mais boa vontade que os governantes tenham. Nós não estamos apregoando que com a divisão o sul e sudeste do Pará vão se transformar numa Califórnia ( o estado americano mais rico) do dia para noite, mas que vai melhorar vai. Melhorou bem no Tocantins, no Mato Grosso e no Amapá. O que estamos propondo é que o povo em geral deixe de passionalismo e discuta a questão com a razão pois a divisão vai ser boa para todos. Haverá mais dinheiro, menor espaço territorial e mais presença de governo para combater violência, falta de médicos, de defensores públicos, delegados, policiais etc. Também, os órgãos federais vão ter que se adequar à nova realidade, criando delegacias, representações e reforçando a sua presença. Representa isso mais emprego, mas dinheiro injetado na região. Não razão para ninguém ser contra”.
Nesta segunda-feira, Salame visitou Anajás e Portel, no arquipélago de Marajó, levando a mensagem da frente que preside. Foi mostrar a prefeito e vereadores que todos os municípios vão ter aumentadas as suas cotas do Fundo de Participação dos Municípios. Nesta terça-feira, Salame retoma os trabalhos na Assembléia Legislativa do Pará.
Fonte: Assessoria do deputado João Salame

Artigo de Jatene sobre a divisão do Pará


O governado do Pará, Simão Jatene (PSDB) escreveu artigo divulgado nos jornais O Liberal e Diário do Pará se posicionando acerca a divisão do estado para a criação de Carajás e Tapajós. Acompanhe o que diz o governador:

“Minhas amigas e meus amigos.
O Pará vive o maior desafio da sua história recente. No plebiscito do próximo dia 11 de dezembro, cada paraense, cada homem e cada mulher, terá a responsabilidade de dizer se quer o Pará unido ou dividido em três pedaços.
Como todo paraense, também estou preocupado com a votação, mas como governador tenho a obrigação, a responsabilidade, de estar particularmente atento ao que ocorrerá no dia seguinte ao plebiscito. Quais as consequências reais e os desdobramentos dessa disputa.
Todos sabemos que a questão da divisão do nosso Estado não é coisa nova, à semelhança de vários projetos de divisão territorial existentes no Congresso Nacional, envolvendo estados de grandes e pequenas extensões, como Minas Gerais e Piauí, estados muito ricos e muito pobres, como São Paulo e Maranhão, entre outros. Entretanto, não se pode negar que, até o ano passado, esse assunto, em maior ou menor intensidade, se constituía discurso de alguns políticos nas suas campanhas eleitorais e se esgotava no pós-eleição; portanto, com consequências bem diferentes do que pode ocorrer agora, quando ameaça virar elemento de conflito entre irmãos.
Paraenses, ainda que eu deseje o contrário, tudo leva a crer que, seja qual for o resultado do plebiscito, o dia seguinte será marcado por mágoas, ressentimentos e desconfianças que podem se tornar duradouras, considerando que, diferentemente das eleições regulares que se renovam a cada quatro anos, o plebiscito terá caráter muito mais efetivo e permanente.
E aí cabe perguntar: quem vai cuidar das feridas? E dos ressentimentos? Como evitar que eles se enraízem nos corações e mentes da nossa gente?
A insegurança é maior quando sabemos que o projeto de divisão em pauta não foi fruto de qualquer estudo prévio que procurasse definir o perfil de cada novo Estado. Quais os municípios que deveriam integrar esse ou aquele Estado para que se tivesse um melhor equilíbrio econômico, social e político, para que o povo fosse efetivamente beneficiado. Não, a população em todo esse processo, lamentavelmente, não teve seus interesses considerados. Foi apenas ‘um detalhe’. ‘Detalhe’ que, agora, tem a responsabilidade de decidir diante de um ‘prato feito’, sem poder mudar mais nada.
Até que seja provado o contrário, os parcos estudos existentes não fundamentam uma proposta de divisão, quando muito tentam justificar, ou não, uma divisão baseada num elevado grau de aleatoriedade e subjetividade. E é neste cenário que, como governador, tenho que mediar interesses para que os problemas não se agravem.
Se o ‘não’ for vitorioso, teremos que buscar, todos juntos, cada vez mais, aproximar as regiões e fortalecer o que nos une, implantando novas formas de gestão territorial. Por outro lado, se for o contrário, entre o plebiscito e a implantação de um novo Estado, como ficará a governança do todo que na prática ainda se manterá unido? Quanto tempo levará a efetiva implantação do novo Estado, uma vez que para tal tem que ser ouvida a Assembléia Legislativa, o Congresso Nacional e até a Presidência da República?
Amigas e amigos, o governador, independentemente da sua vontade, tem a responsabilidade constitucional e institucional e o dever ético de conduzir essa questão tão delicada, alertando e tratando das rugas, buscando evitar que as cicatrizes se eternizem.
Os estados até hoje criados o foram em condições bem diferentes das atuais, não colocando em confronto as pessoas, não onerando ainda mais as populações locais e, nesse sentido, nos ajudam muito pouco sobre a experiência do dia seguinte que terá que ser vivida por nós, em certo sentido cobaias de um processo novo e diferente.
Por tudo isso, é preciso ter cuidado ao tratar dessa questão. A ética da responsabilidade me impõe deveres dos quais não posso me afastar. Entretanto, se a responsabilidade me aconselha isenção, do mesmo modo, até por amor à nossa gente, me exige que alerte a todos sobre alguns riscos.
Sempre digo que o voto é tanto mais expressão democrática quanto mais as pessoas souberem sobre o que estão votando; caso contrário, ele pode se transformar no simples aval popular para interesses de alguns, chancela da vontade de grupos específicos.
Assim, não posso deixar de registrar a minha preocupação diante dos rumos da campanha, particularmente na televisão, onde salta aos olhos que o ‘vale tudo’ está em marcha. Falo, exemplificando, do esforço de tentarem destruir a autoestima do paraense e mostrar, como alternativa, que a simples divisão, automaticamente, trará ganhos financeiros aos três estados.
Ora, com todo o respeito que possa ter pelos que fazem tal afirmação, ela não tem qualquer fundamento técnico, como pretendem seus defensores. Pelo contrário. Se quanto à elevação das despesas a criação de novos estados não deixa dúvidas, quanto às receitas, pelo menos atualmente, qualquer prognóstico se faz sob enorme incerteza. Especialmente nesse momento que as transferências federais, e em especial os critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE), até por decisão judicial, devem ser reformulados até o final de 2012.
Minhas amigas e meus amigos, eu nunca vi alguém de Belém dizendo que não gosta dos irmãos de Santarém; do mesmo modo, jamais vi alguém de Santarém dizendo que odiava o povo de Marabá. Não, felizmente isso não faz parte da nossa história.
Temos dificuldades, sim, mas quem não as tem? Historicamente, fomos usurpados de nossas riquezas sem que parte da classe política fosse capaz de se unir na defesa das mesmas. Por que jamais nos mobilizamos, efetivamente, para fazer com que a República compensasse o nosso Estado pela fantástica contribuição que sempre deu, e continua dando, para o desenvolvimento brasileiro? Quem tiver boas propostas que as apresente, mas não posso aceitar que, na tentativa de impor seus interesses, qualquer grupo fantasie a realidade e recorra a meias-verdades, levando a nossa população, sobretudo a mais simples, independente da região em que vive, a equívoco e frustração. Não posso aceitar que a luta pela divisão do território se transforme em divisão do nosso povo.
A Europa está cheia de exemplos em que as lutas religiosas, étnicas, deixaram feridas que não cicatrizam. Não podemos permitir que isso aconteça conosco. O Pará não merece isso. A nossa gente não merece.
No peito de cada paraense, esteja ele em Belém, Santarém, Marabá, Altamira, São Felix do Xingu, Chaves, ou em qualquer lugar, bate um coração generoso e vencedor, sempre aberto e disponível a ajudar a todos, até com as nossas riquezas e belezas. Por isso, basta que nos determinemos, individual e sobretudo coletivamente, que construiremos uma sociedade mais feliz.
Que Deus nos dê sabedoria e ilumine a todos”.
Fonte: Blog do Zé Dudu

CONHEÇA O ESTADO DO CARAJÁS



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HISTÓRICO
As origens do movimento de emancipação datam dos fins do século XIX, quando a população dos vilarejos ao longo dos rios Araguaia e Tocantins, na região sul do Estado reclamava da falta de assistência da província do Grão-Pará (atual estado do Pará). Os moradores da região se sentiam mais próximos dos estados de Goiás e Maranhão do que do Pará.
Em 1908, o movimento emancipatório desenvolvido em Marabá, levou o advogado provisionado João Parsondas de Carvalho a levar ao governo de Goiás a proposta dos vilarejos de Marabá, Conceição do Araguaia e São João do Araguaia de vincular-se àquele Estado. A região pertencia ao município de Baião, que nenhuma assistência podia dar à região, pois a sede municipal era muito distante. O Governo goiano enviou nomeação a Norberto de Melo, para arrecadador de tributos. O governo do Pará reagiu, criando o município de São João do Araguaia pela Lei nº. 1.069 de 05 de Novembro de 1908, e estabeleceu seus limites (Decreto 1588 de 04 de Fevereiro de 1909). A mesma Lei 1.069 criou o Distrito Judiciário e Comarca do Araguaia. A sede foi instalada em São João do Araguaia.
Em 1940 o brigadeiro Lysias Augusto Rodrigues, formulou uma proposta e a apresentou ao então presidente Getúlio Vargas, de desmembramento das comarcas do norte de Goiás, do sul do Maranhão e do sudeste do Pará, de forma que estas viessem integrar a unidade federativa do Tocantins, sendo que pela proposta do brigadeiro a capital de tal estado deveria ser Marabá no sudeste do Pará.
Em 1969, a região passou a abrigar guerrilheiros do PCdoB, que objetivavam, montar uma guerrilha na região para combater o regime militar instalado no Golpe de 1964. Os guerrilheiros eram cientes de que a região não tinha acesso aos serviços públicos essenciais, e levavam á população local, atendimento médico e educacional, a fim de conquistar o apoio local. A região por fim se transformou no palco da Guerrilha do Araguaia, que foi derrotada pelas tropas federais.
Mesmo com as obras federais de integração da Amazônia durante o regime militar, e com a intensa atividade garimpeira, a região sempre ficou a margem do desenvolvimento do estado. Entre os anos de 1973 e 1988 com o fortalecimento dos movimentos emancipacionistas do Tocantins e Mato Grosso do Sul, a região volta reclamar sua emancipação, criando o Movimento Pró-Carajás.
Em 1992, o líder da Comissão Brandão "Pró-emancipação do estado do Carajás", o deputado Giovanni Queiroz, apresentou em 1992 à Comissão de Constituição e Justiça, a redação do projeto de Decreto Legislativo, nº 159A, propondo a realização de plebiscito nos municípios que compõem a área do Estado do Carajás. Em 04 de novembro do mesmo ano a comissão opinou unanimemente, aprovando o referido decreto. Embora aprovado o plebiscito não foi realizado, posto que o congresso até maio de 1995 não se manifestou a respeito.
Em março de 2007, o senador Leomar Quintanilha, protocolou no Senado Federal um projeto propondo a realização do plebiscito para a criação do Estado do Carajás. De março a julho de 2007, o projeto tramitou em todas as comissões. O projeto só foi aprovado no plenário do Senado em dezembro de 2009. Depois foi para a Câmara para ser referendado como projeto de decreto legislativo de 2009, acompanhado de requerimento de urgência, que foi aprovado no dia 14 de abril.
MOVIMENTO NA ATUALIDADE
O movimento é coordenado pela Comissão Brandão Pró-emancipação do estado do Carajás. Este é juridicamente instalado e conta com expressivo apoio político, popular, empresarial e de organismos sociais da região sul e sudeste do Pará.
A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional aprovou no dia 24 de março de 2010 o projeto de convocação do plebiscito sobre a divisão do Pará para criação de Carajás, ao sudeste do estado. No plebiscito sobre a criação do novo estado, previsto no PDC 2300/09, devem ser consultados os cidadãos de todos os 143 municípios paraenses.
O projeto aprovado também fixa um prazo de dois meses para o pronunciamento da Assembleia Legislativa do Pará. O plebiscito deverá ser realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará, no prazo de seis meses da promulgação das normas. A convocação do plebiscito é passo fundamental para a criação de um novo estado. Somente com o aval da população dos municípios diretamente envolvidos, é possível dar continuidade ao processo, com a consulta da assembleia do estado a ser desmembrado e a aprovação, pelo Congresso, de uma lei complementar instituindo o novo estado.
Na Câmara, depois da aprovação na comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, o projeto seguiu para as comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Por fim, foram analisados pelo plenário do congresso, que no dia 5 de maio de 2011 aprovou um decreto legislativo, que autorizou a realização da consulta popular (plebiscito) em todo o Estado do Pará sobre a criação dos novos estados, Carajás e Tapajós.
A consulta será realizada no dia 11 de dezembro de 2011.
Projeto na Câmara dos Deputados PDC 159 / 1992 de 25/03/1992
Projeto no Senado Federal PDS 00052 / 2007 de 20/03/2007
Fonte: http://www.estadodocarajas.com.br

domingo, 20 de novembro de 2011

Hemopa de Redenção pede sangue


O estoque de sangue da Fundação Hemopa está seriamente comprometido com a insuficiência do número de doações desde o início deste mês. A situação pode chegar até a priorização do atendimento de urgência e emergência, com adiamento de cirurgias eletivas, em favor de pacientes em estado mais grave.

A demanda diária transfusional é de aproximadamente 300 atendimentos para cerca de 250 coletas/dia, para abastecimento de 218 hospitais da rede, sendo que 85 somente em Belém. A redução do número de bolsas coletadas chega a 30%, o que significa grande impacto no atendimento. Diante da situação, o Hemopa convoca doadores de todo tipo de sangue com urgência.
Na próxima semana, de segunda a sexta-feira, o Hemopa de Redenção estará realizando mais uma campanha estratégica de doação de sangue cujo tema é “Nosso banco precisa do seu depósito. Doe sangue e invista na vida”, em homenagem ao dia 25, dia do Doador Voluntário de Sangue, com o objetivo de reforçar estoque técnico para atendimento da demanda transfusional de Redenção e região. O Hemopa de Redenção espera pelo doador na Avenida Santa Tereza, no centro, de segunda a sexta-feira das 7 às 13 horas. Para o doador será oferecido além de um lanche especial, uma camiseta de brinde. Otávio Araújo