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Fórmula - Negócio Online

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Grande Reunião Pró-Carajás em Redenção

Na próxima quinta-feira (8), no auditório da secretaria municipal de educação de Redenção, acontecerá uma grande reunião preparatória sobre o lançamento da campanha Pró-Carajás, onde convido a todos para participarem.

A Campanha será iniciada no dia 13 de setembro com uma grande carreata e em seguida um grande comício que receberá autoridades de todo o estado do Pará. Vindo colaborar e unir força para a criação dos novos estados Brasileiro!

Arnon Lustosa (Frente Jovem Carajás)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

TRE faz plantão para registrar pedidos de Frentes

O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) vai funcionar em regime de plantão, até às 19h da próxima segunda-feira (12), para que as frentes possam registrar seus pedidos contra ou a favor da divisão do Pará para a criação dos Estados de Carajás e Tapajós. Essa foi a data máxima estipulada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que as frentes que queiram defender sua corrente de pensamento se formalizassem junto ao TRE-PA.

O requerimento de registro das Frentes devem ser apresentados em meio magnético gerado pelo Sistema de Registro de Frente Plebiscitária - SRFPL desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acompanhado de duas vias impressas de formulário próprio emitido pelo sistema e assinado pelo presidente da Frente. O SRFPL está disponível no sítio do Tribunal Regional Eleitoral do Pará.

No formulário, devem constar o nome da Frente (com no máximo 43 caracteres); nome, qualificação, CPF, endereço (do órgão legislativo e residencial), endereço eletrônico e telefone, inclusive fac-símile do presidente e do tesoureiro da Frente; endereço de funcionamento da sede da Frente no Estado do Pará, se houver. Junto com o formulário devem ser entregues os seguintes documentos: ata digitada de formação da Frente registrada em cartório de notas; estatuto da Frente; cópia do comprovante de endereço e cadastro de pessoa física (CPF) do Presidente e do tesoureiro. A ata de formação da Frente deverá indicar os nomes de seus integrantes.

Protocolados os pedidos de registro das Frentes, a Secretaria do Tribunal Regional Eleitoral do Pará fará a leitura dos arquivos magnéticos gerados pelo sistema, e logo após será publicado o edital sobre o pedido de registro, no Diário da Justiça Eletrônico (DJE), para conhecimento dos interessados. Feito isso, a secretaria do TRE-PA emitirá recibo em duas vias, uma para ser entregue ao requerente e outra para ser juntada aos autos e, após, encaminhará os dados da Frente à secretaria da Receita Federal para o fornecimento de inscrição do número de registro do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica).

Fonte: (Ascom/TRE-PA)

Da lavra do Facebook sobre Carajás e Tapajós

Esta coluna doravante reproduzirá alguns posts de amigos do Facebook relativos a divisão geo-política do Pará. A estreia é com essa pérola do amigo José Alberto M. Rios, do Grupo Carajás e Tapajós Já, que reproduz um dos motivos do desejo de emancipação :


“Quem é de Belém, e está optando pelo não, coagido pelos argumentos dos contrários, gostaria que pensasse o seguinte: imagine uma fila muito longa em que se está distribuindo pão em um cesto. O distribuidor começa e vai até onde acaba o pão, retorna para pegar mais, porém, recomeça a redistribuir sempre do início e nunca chega ao último da fila. Não seria um absurdo? Mas, é algo parecido com que acontece politicamente em estados grandes demais como o Pará. Quem está na capital, mais próximos da zona de distribuição, deveria pensar em seus irmãos que estão em desvantagem, os quais estão lutando por novos estados como Tapajós e Carajás, em função dos seus direitos e privilégios de serem melhor atendidos no gerenciamento político e sócio-econômico”.

Carajás: o Estado que queremos

Bem, agora que sabemos a data e o raio de abrangência (todo o Pará), do plebiscito, é bom, mais, urgente, começarmos a pensar que modelo de Estado queremos, precisamos, em função de nossa realidade.

Do ponto de vista estrutural não teremos grandes problemas com transportes haja vista dispormos, principalmente Marabá, dos quatro principais meios que são as rodovias, aeroportos, hidrovias, que se consolidará com a implementação das Eclusas de Tucuruí, e ferrovia, com a Estrada de Ferro Carajás, sob o domínio atual da Companhia Vale do Rio Doce, mas que a depender de negociações e acertos técnicos e políticos poderá servir muito bem paralelamente ao transporte da produção de nossa região até os portos de Itaqui, no Maranhão e Vila do Conde, no Pará.

Mas, um Estado não se resume apenas a estrutura de transportes, há que se debater com urgência e seriedade que o caso requer a implantação e concretização dos três principais serviços públicos de qualquer povo civilizado e desenvolvido: Educação, Saúde e Segurança.

Evidentemente que estamos muito longe do ideal com respeito a estes quesitos. E, aí, não falo do Estado do Carajás apenas, nem mesmo do Pará, mas, sim, do Brasil mesmo.

Quando o quesito é Educação o Brasil fica sempre na rabeira mundial dentre os países desenvolvidos e, principalmente, entre os emergentes. No último Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), que avalia o nível da educação e conhecimento científico das escolas do mundo civilizado, nosso país ficou na 57ª. colocação, à frente apenas de oito países avaliados. Isto depois de subir preciosos 33 pontos.

É muito pouco para um país que se situa hoje entre as maiores economias do mundo. O que prova que uma nação é grande não apenas pela riqueza que tem ou produz. Se assim fosse certos paraísos petrolíferos como nossa vizinha Venezuela seriam grandes potências mundiais.

Na questão Saúde não podemos nos orgulhar enquanto nação se olharmos o problemas sob o ângulo regionalizado. Enquanto São Paulo tem hospitais de primeiro mundo nosso querido Pará amarga a dor de ter que suportar frequentemente a morte de crianças em massa por doenças de há muito erradicadas das terras cultas. Se trouxermos a questão até aqui no que será o futuro Estado carajaense então a coisa fica ainda mais crítica. Só para se ter uma idéia, nossa região só dispões de um hospital regional para atender um conjunto de mais de 500 mil pessoas. E, convenhamos, um hospital muito aquém das necessidades do nosso povo, em que pese o heroísmo de alguns profissionais da área que se doam até doer, como sabemos.

E Segurança? Historicamente esta região encabeça o ranking da violência no Brasil por homicídios. Tanto nas cidades como no campo. Agora mesmo, e mais uma vez, estamos no cenário nacional e internacional por causa do assassinato em série de trabalhadores e líderes rurais. Ao ponto de se ter que deslocar para cá a nata da Força Nacional de Segurança, em função dos assassinatos em Nova Ipixuna e agora mesmo mais um em Marabá. Claro, a violência não nasceu aqui. Este aparato policialesco estatal está baseado há anos no Rio de Janeiro. Mas nosso problema é aqui. É nosso. E a solução também.

É exatamente por termos chegado a este descalabro que se fez necessária a criação de novos Estados no continental Estado do Pará. E não podemos perder de vista a continental responsabilidade que o Estado do Carajás nos impõe na medida em que caberá a nós repensar as bases em que se apóia o atual modelo político-administrativo e o modelo que queremos. Mais ainda: o modelo que precisamos.

Portanto, não podemos nos dar ao luxo de perder tempo com preciosismos fundados em projetos pessoais. É hora, fundamentalmente, de apagar eventuais fogueiras de vaidades e pensarmos grande, do tamanho do Carajás que queremos.

Por Frede Silveira

Jornalistas vão debater criação do Tapajós e Carajás em Belém


Na próxima quinta-feira (08 de Setembro), no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PA), às 19h, acontece o debate promovido pelo Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor/PA) sobre a emancipação das regiões Oeste e Sul/Sudeste do Pará, para a criação dos Estados do Tapajós e Carajás. O debate organizado pelo Sinjor/PA vai privilegiar a opinião de cientistas e estudiosos sobre o tema.

O debate contará com a presença do jornalista e professor da Universidade da Federal do Pará (UFPa) Manuel Dutra (foto), que vai argumentar as razões para a criação do Estado do Tapajós, professor universitário Célio Costa, defensor da criação de Carajás, e o advogado Robério d’Oliveira, que vai falar sobre os passos seguintes ao plebiscito, no caso de aprovação de um ou dos dois novos estados.

Para defender a manutenção do Pará, foi convidado o cientista político e professor da UFPa Edir Veiga.

Segundo Sheila Faro, presidente do Sinjor/PA, o público almejado para o evento serão os profissionais da imprensa paraense e estudantes dos cursos de jornalismo, e aberto para pessoas interessadas no assunto.

O Sinjor/PA pretende repetir o evento nas cidades de Santarém e Marabá.

Fonte: Blog Cidade de Santarém

domingo, 4 de setembro de 2011

Lançamento da Campanha Pró-Carajás

Olá amigos!

Estamos muito otimistas quanto à criação dos novos estados.

Tivemos algumas publicações de pesquisas realizadas na região metropolitana de Belém, e vimos que muito antes da campanha começar a aceitação esta muito grande.

No Próximo dia 13 de setembro, será o grande lançamento da campanha pró-Carajás, daremos inicio nesta campanha com uma grande carreata de iniciativa das organizações comerciais, entidades de classe, grupos religiosos e desta grande massa Jovem que é a mola de nossas cidades, futuros estados e do nosso país. A concentração será às 16h de frente o secador de arroz (Próximo ao Bar da Perereca). Percorreremos toda a cidade, no final da carreata teremos um grande comício no espaço cultural.

Convido todos vocês para participar desta grande festa democrática. Convide seus amigos e familiares.

Desde já estou muito agradecido, conto com vocês.

Por. Arnon Lustosa (Frente Jovem Pró-Carajá)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Todo o Pará vai opinar no plebiscito

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que toda a população do Pará deverá ser consultada no plebiscito de 11 de dezembro sobre o desmembramento do Estado. A decisão por votação unânime foi tomada a partir de questionamento sobre a constitucionalidade da Lei 9.709/98, que determina que, em caso de consulta plebiscitária que aborde desmembramento de municípios ou Estados, a “população diretamente interessada” deverá ser consultada.


A ação julgada foi proposta em 2002, pela Assembleia Legislativa de Goiás, mas a decisão afeta diretamente o plebiscito que decidirá sobre a divisão do Pará para criação dos Estados do Tapajós e de Carajás.

No entendimento dos ministros do STF, tanto a população do território que se pretende desmembrar, quanto a do que sofrerá desmembramento serão diretamente afetadas caso a divisão ocorra. A decisão confirma resolução aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que convocou todos os eleitores paraenses a votarem para definir se o Estado será dividido em três.

ARGUMENTOS

Antes dos votos dos ministros, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, reforçou a posição do Executivo de que o Estado como um todo tem de se manifestar em caso de desmembramento. E deu como o exemplo o caso do Pará, no qual mais da metade da população do ente federativo não poderia deixar de ser consultada, sobretudo tendo em vista que a divisão do atual território em três provocaria uma grande perda de recursos tributários.

Já o representante do Instituto Pró-Estado de Carajás, José Rollemberg Neto, defendeu a tese de que a expressão “população diretamente interessada” só poderia se referir à população da região que ficaria autônoma e que, neste caso específico, “a democracia se faz ouvindo menos gente”.

“Não há como simplesmente excluir da consulta plebiscitária os interesses da população remanescente, que também será afetada”, afirmou o relator da ação no STF, ministro Dias Toffoli. “O desmembramento de um Estado da Federação afeta uma multiplicidade de interesses que não podem ser exclusivamente atribuídos à população da área que vai desmembrar-se”, disse o ministro.

Os ministros que votaram em seguida - Luis Fux, Carmem Lúcia, Ricardo Lewandowski, Ayres Britto, Gilmar Mendes e Celso de Melo - acompanharam o voto do relator e se posicionaram contra a ação, favoráveis à participação de todo o Estado no plebiscito.

O ministro Luiz Fux disse entender que o legislador explicou com clareza o que quis dizer com população interessada. Para o ministro Fux, a norma questionada somente aumenta o grau de cidadania e homenageia a soberania popular.

A ministra Cármen Lúcia concordou com Fux. “Ao contrário do que se alega na ação impetrada pela Assembleia de Goiás, o que se tem é exatamente a ênfase na cidadania”, disse a ministra, para quem a Constituição Federal diz que o cidadão deve ser ouvido nos casos de redesenho do poder em seu território.

DE ACORDO

O ministro Ricardo Lewandowski frisou que o voto do ministro Dias Toffoli está em plena concordância e harmonia com resolução do TSE recentemente editada sobre o plebiscito no Estado do Pará.

“A expressão população diretamente interessada é da Constituição Federal originária”, disse o ministro Ayres Britto. Ele concordou com a afirmação de Dias Toffoli de que a população diretamente interessada é aquela diretamente afetada nos seus interesses políticos, histórico-culturais e econômicos.

VOZ SOLITÁRIA

Apenas o ministro Marco Aurélio deu um voto mais amplo, defendendo que toda a população brasileira seja consultada em plebiscitos sobre desmembramento.

Baseado na Carta da República, o ministro afirmou que os Estados e os municípios de hoje têm participação em receitas federais e estaduais. “Ora, se há possibilidade de vir à baila um novo município ou um novo Estado, haverá prejuízo para as populações dos demais Estados e dos demais municípios, e a razão é muito simples: aumentará o divisor dos fundos alusivos aos Estados e municípios”.

VOTO POPULAR - DECISÃO INÉDITA

Esta será a primeira vez em que brasileiros decidirão nas urnas se querem ou não dividir um Estado. A separação de Mato Grosso do Sul de Mato Grosso obedeceu a um decreto do governo federal, em 1977. Tocantins deixou de ser território goiano por determinação do artigo 13 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição Federal de 1988.

Decisão exigirá mais esforço do grupo Pró-Carajás

Intensificar a campanha pelo “sim à divisão” em todo o Estado e levar o maior número de eleitores do sul e sudeste às urnas no dia 11 de dezembro são as duas principais ações de comitês e lideranças das duas regiões frente à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que garante que todo o Pará seja ouvido no plebiscito. A votação foi acompanhada de perto, em Brasília, pelos principais “cabeças” do movimento Pró-Carajás.

Um dos integrandes do grupo, Paulo Lopes, presidente do Sindicato do Comércio de Marabá, disse que já esperava pelo resultado. “Queríamos que fosse somente na região que vai ser dividida, claro. É difícil fazer uma campanha pelo ‘sim’ em todo o Estado”. Segundo Lopes, são as dificuldades enfrentadas pelos moradores das regiões que esperam se desmembrar que reforçam o sentimento separatista. “O sindicato é um exemplo da necessidade de descentralizar. Quando éramos vinculados a Belém, tudo era difícil, pela distância e burocracia para sanar os problemas”.

Ítalo Ipojucan, presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá (Acim), também não ficou surpreso. “Agora é botar o pé na estrada. Aumentar o trabalho que está sendo feito, de mostrar a importância da divisão. O debate deve ser estabelecido em todo o Estado. Mostrar que a divisão é um fator favorável à vida de cada cidadão”.

Para Ipojucan, os favoráveis ao sim têm que “repensar toda a campanha do ponto de vista estratégico”.

O professor Evandro Medeiros, da Universidade Federal do Pará- núcleo Marabá, achou a decisão coerente e justa. “A separação não pode ser um ato apenas motivado por questões passionais, como se fosse uma briga de torcida. A causa deve ser debatida junto à toda a população, processo que vai refletir em toda a sociedade”.

Frente Tapajós apoia debate amplo sobre a divisão

A postura do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a todos os eleitores paraenses a decisão sobre a divisão do Estado para criação dos Estados do Tapajós e Carajás, já era esperada tanto pelos parlamentares que defendem as novas unidades, quanto pelos que querem manter o Estado intacto.

“Todo nosso planejamento estava sendo realizado prevendo essa medida, em função da decisão anterior do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Portanto, a campanha que está em formação não sofrerá mudança de rumo”, afirma o deputado estadual Alexandre Von (PSDB), um dos líderes da frente pela criação do Tapajós.

O deputado acredita que a mensagem da campanha para formação do Tapajós poderá ser entendida por grande parte da população das outras regiões como um esforço não apenas para dividir. Ele defende um debate ampliado, onde todos os aspectos da divisão sejam expostos à população.

Para Von, a partir da campanha do plebiscito, prevista para começar em novembro, os eleitores poderão entender melhor o sentimento do povo do Tapajós pela criação do Estado. O deputado acredita que mesmo a região nordeste do Estado sendo a mais populosa, há condições de a consulta popular ser positiva ao movimento pró-divisão. Ele está convencido que “a população vai entender a necessidade de formação do novo Estado no região oeste”.

O DIÁRIO tentou ouvir outras lideranças parlamentares do Tapajós - José Megale, Gabriel Guerreiro e Júnior Ferrari - mas eles não foram encontrados.

Do outro lado, um dos líderes contra a divisão, Celso Sabino (PR), afirmou que o STF interpretou o sentimento dos cidadãos paraenses. “Todo cidadão que é do Pará tem interesse no debate”.

Para ele, a intenção da frente Carajás de vetar o direito constitucional do voto aos cidadãos das outras regiões ficou clara, quando habilitou advogado na defesa da tese julgada ontem.

Outro líder contra a divisão, Eliel Faustino (PR), diz que a expectativa pelo geral amplo foi mantida e agora as frentes contra Carajás e Tapajós têm que mostrar na campanha que o Pará remanescente irá enfrentar muita dificuldade se for desmembrado. “Nós passaremos, por exemplo, de exportador para importador de energia”, cita o deputado.

Uma das lideranças mais fortes pró-Carajás, João Salame (PPS), também admite que o resultado era esperado, mas que não vai limitar a atuação das frentes. “Temos priorizado o debate. Ainda há muito preconceito, mas acho que a campanha vai ajudar a esclarecer melhor”.

(Diário do Pará)


domingo, 7 de agosto de 2011

ENTREVISTA : Duda Mendonça fala sobre criação de Carajás

" A criação dos três estados, vai fazer a região ficar muito mais forte
Qual a sua motivação para fazer essa campanha?
Duda: A frente me procurou e como sou uma pessoa muito ligada ao Pará, fiquei muito feliz. Agora a maior campanha que estou fazendo pelo Pará é uma pista de vaquejada para Xinguara, que não tem. Rio Maria tem, Redenção tem. Xinguara não tem hotel, Xinguara não tem faculdade, Xinguara não tem nada. E eu como estou lá perto do pessoal e sou amigo, resolvi ajudar. E lá é pior do que aqui porque além de não receber, eu ainda pago.
Uma pista de vaquejada é importante para a população?
Duda: Eu acho que a população pobre quer alegria. Não é somente escola e educação. Alegria faz parte da vida do povo. E o povo de Xinguara precisa disso, gosta de boi, gosta de cavalo e foi isso que me pediram. Estou me sentindo muito animado, muito feliz.
Como será a campanha?
Duda: Comunicação é forma e conteúdo e eu vou ser responsável pela forma, mas o conteúdo é responsabilidade do Célio (o economista Célio Costa, que trabalha nos estudos de viabilidade) e de todo o pessoal. As duas coisas se complementam. Na hora que o povo do Pará perceber que é melhor para todos, ficará todo mundo a favor. Os argumentos são tão fortes que não vai haver campanha contra.
Caso o Supremo Tribunal Federal altere a área de abrangência da votação, isso vai alterar os rumos da campanha?

Duda: Nós estamos partindo do princípio de que todos vão votar. Não o público nacional porque não tem sentido. Os interesses são diferentes. Os interesses do Pará são uns, os de São Paulo são outros. Acho engraçado quando ouço falarem em “Pará que te quero grande”. O novo Pará vai ficar quase do tamanho de São Paulo, que é a locomotiva do Brasil. O importante não é ficar grande é ficar forte.
Já tem algum ponto da campanha do Não que você percebe que vá provocar mais dificuldades?
Duda: Normalmente não me preocupo com a campanha contrária. Eu não faço campanha de baixo nível, não faço campanha de acusação. Não acredito que quem ataque ganhe. Quem bate perde e vou fazer uma campanha para cima como o próprio jingle está dizendo. Foi essa a orientação que recebi dos coordenadores. Minha campanha vai ser de união. A criação de três Estados, e que vai fazer a região muito mais forte. A fronteira é uma coisa simbólica. Sou nordestino e sou brasileiro.
O fato de o senhor não ser paraense e de estar envolvido em uma polêmica nacional não prejudica a campanha?
Duda: Eu acho que se fizerem isso, estarão usando exatamente de baixaria. Não tem problema nenhum. Você se refere a mensalão. Eu recebi dinheiro, fruto de meu trabalho, minha vida foi investigada pessoa física e pessoa jurídica. Não tem nada contra mim. Recebi dinheiro do meu trabalho e paguei imposto. Está na mão da Justiça. A Justiça que julgue. Sou um profissional. Estou aqui, estou na Polônia, estou no mundo inteiro.
Então a sua presença não prejudica a campanha?
Duda: Não vejo. Se não, não seria convidado e não estaria aqui. Estou dando minha colaboração técnica e vou dar de coração.
O senhor trabalhou em uma campanha contra a divisão da Bahia. Qual a diferença entre o caso da Bahia e do Pará?
Duda: Naquele tempo o Brasil era o país do futuro. Hoje, o Brasil é o país do presente. A gente tinha uma dívida externa enorme, uma inflação enorme. As informações que eu tinha não me convenciam de que era um bom momento. Hoje é diferente. O Brasil mudou. Chegou o momento de o país começar a diminuir a pobreza. Fronteira é uma coisa simbólica. Eu vejo Pernambuco e o Ceará lutando juntos. O Nordeste está ficando forte. É hora de o Norte se aliar.
Diário do Pará

Economista mostra viabilidade da criação do Carajás

O economista Célio Costa expôs os detalhes do estudo que indicam as viabilidades da criação dos novos estados
Quase 12 mil pessoas se reuniram na noite de quarta-feira (27), no Espaço Cultural, no centro de Redenção, para assistirem a palestra ministrada pelo economista Célio Costa, que fez os estudos de viabilidade econômica para a criação do estado do Tocantins.
Além das pessoas que lotaram o Espaço Cultural, o palco montado no local, também ficou lotado de autoridades de toda a região. Dezenas de prefeitos, vereadores, secretários municipais e presidentes de entidades estiveram presentes.
O economista detalhou para a população seus estudos sobre a viabilidade de criação do estado do Carajás. Todas as informações repassadas ao público, segundo o palestrante, foram baseadas em fundos científicos e com fontes oficiais, com objetivo de conscientizar o povo das regiões sul e sudeste do Pará, das vantagens e dos benefícios da criação do novo Estado.
Segundo
O prefeito Wagner Fontes, vereadores, imprensa, lideranças sociais, servidores públicos e empresários coordenaram o evento que contou com a multidão
Célio Costa, para se chegar à conclusão de que a criação do novo estado é viável e que será bom para a Amazônia e para o Brasil foram 16 meses de estudos que comprovam que será um estado em franco desenvolvimento.
Ainda segundo o economista, as críticas feitas contra a viabilidade de criação do Carajás não têm origem oficial; já o estudo feito por ele comprova o contrário e foi baseado em dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e da Secretaria do Tesouro Nacional, no que se refere a questão fiscal. “Os estudos indicam que o Estado do Carajás seria iniciado com um superávit de quase R$ 1 bilhão, portanto, há uma campanha de desinformação dos contrários a criação do Estado”, afirma Costa.
De acordo com o economista Célio Costa, quando fez o estudo de viabilidade de criação do Estado do Tocantins foi taxado como sonhador, mas hoje está comprovado que a divisão foi tão viável para o Tocantins como para o Goiás. “O Goiás saiu da 14ª posição no ranking do Produto Interno Bruto (PIB) subindo para a 9ª posição no País. Já o Tocantins tem seu desenvolvimento comprovado com estradas, educação e saúde”, ressalta.
Ainda de acordo com Célio Costa, o Estado do Carajás é plenamente viável e viabilizará também o Estado do Pará e com ele, o Brasil terá mais uma fronteira de desenvolvimento na Amazônia Brasileira.
O prefeito Wagner Fontes, que organizou a realização do evento, disse que a iniciativa não se tratou de um ato político. Segundo ele, o objetivo foi esclarecer a população em geral quanto à criação dos Estados do Carajás e Tapajós. “Meu sinto muito feliz em poder realizar um evento pró-Carajás que antecede o plebiscito”, disse ele.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Redenção: Prefeitura inaugura biblioteca pública

Prefeito Wagner Fontes, vereador João Lúcio e Nilson Chaves, da fundação Tancredo Neves, na inauguração
Fanfarras, exibições culturais e apresentação de quadrilha junina marcaram a inauguração da biblioteca pública de Redenção na noite de segunda-feira (4). O prefeito Wagner Fontes recepcionou as autoridades da área de cultura do estado do Pará, como por exemplo, o presidente da Fundação Tancredo Neves, Nilson Chaves, e a diretora de assuntos culturais do governo do Pará, Lucinha Bastos.
A biblioteca pública municipal Wesley Viana de Moura, está localizada na Av. Guarantã, na Vila Paulista, e oferecerá aos alunos e populares livros de pesquisas, biblioteca virtual e salas de pesquisas.
“A biblioteca teve a participação de todas as sec
A biblioteca ofertará aos estudantes volumes para pesquisa
retarias municipais, do governo do estado e do governo federal. Somente com união é possível construir obras e canalizar benefícios para a população. O município deu um passo largo para a cultura com a inauguração da biblioteca”, disse o prefeito Wagner Fontes, em seu discurso.
O presidente da Fundação Tancredo Neves, Nilson Chaves enfatizou sobre o interesse do prefeito Wagner Fontes em desenvolver inúmeros projetos que beneficia diretamente a população. “Redenção está de parabéns pelo prefeito que tem, pois ele se preocupa em buscar recursos e desenvolver projetos para oferecer bem estar à população”, disse Nilson Chaves.
A diretora da biblioteca pública municipal Wesley Viana de Moura, Cátia Suzi Carvalho Pereira, citou que de imediato será feito o cadastro de pessoas interessadas em locar livros para pesquisa e leitura, e desenvolver parceria com as escolas para motivar o hábito da leitura. Cátia informou também que um telecentro será instalado na biblioteca para pesquisas on line. “Hoje a biblioteca possui cerca de 5 mil volumes. E ainda este mês teremos a presença em Redenção do ônibus cultural da Secretaria de Estado de Cultura, onde será desenvolvido várias atividades culturais e entretenimento às crianças, como por exemplo, apresentação de fantoches.
Por Otavio Araujo

Redenção é destaque em poder de consumo


O poder aquisitivo os redencenses é o melhor do sul do Pará e está entre os maiores do Estado
Pesquisa nacional da Fundação Getúlio Vargas aponta Redenção entre os municípios paraenses que mais cresceram no Estado.
Em recente pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas, Redenção aparece entre os quatro municípios paraenses com o maior índice de acessão econômica. A pesquisa incluiu todos os municípios brasileiros. No Pará, Belém lidera a lista, em seguida aparecem Novo Progresso, Parauapebas, Ananindeua e Redenção.
Na classificação dos maiores redutos consumidores do Estado, depois de Belém que ocupa a primeira posição, Novo Progresso, vem em segundo lugar com 59,9% da população classificada acima da classe C; Parauapebas, com 58,4%; Ananindeua, com 54,5%; Redenção, com 51,8%; Canaã dos Carajás, 51,3%; Tucumã, com 50,8%; e Rio Maria, com 50,1%.
ECONOMIA: O município de Redenção vive uma incógnita, a renda da população cresce, porém o município está estagnado no que diz respeito a investimentos sociais e estruturais. O poder de compra dos redencenses cresceu nos últimos anos, e com isso surgiram lojas grandes de eletroeletrônicos, carros, telefonia, bancos, supermercados, boutiques, oficinas especializadas, escritórios de consultoria técnica em diversas áreas, entre outras atividades e produtos.
A força da pecuária é grande em Redenção, pois os escritórios das grandes fazendas estão instalados em na sede do município, gerando emprego e renda. O setor imobiliário também vem crescendo bastante nos últimos anos, com o surgimento de grandes loteamentos e conjuntos residenciais. No centro da cidade estão surgindo grandes edifícios, ofertando mão de obra, contribuindo para o poder aquisitivo do município.

GESTÃO
Pelo outro lado, a infraestrutura da cidade cresce a passos lentos, pois falta esgoto, asfalto – a maioria dos bairros não possui asfalto, as vias que ligam os setores ao centro comercial são estreitas, as ruas paralelas às principais avenidas não são asfaltadas, e por isso, ocorre o acúmulo de veículos nas avenidas com asfalto.
EM BELÉM: O levantamento da FGV, mostra ainda que quase 40% dos belenenses estão fora do mercado consumidor. São 24,8% de representantes estagnados na classe D e 15,1% na classe E. Melgaço, no Pará, é o quarto município do Brasil em número de habitantes na classe E (69,1%).

Fonte: Jornal á noticia!

Vox Populi aponta empate técnico em plebiscito de Carajás e Tapajós


O instituto de pesquisa e a empresa contratante não divulgaram o nome dos municípios onde a população foi ouvida. Supõem que a pesquisa foi feita somente em Belém.
A população do sul e sudeste do Pará e dirigentes do Instituto Pró-Estado do Carajás (IPEC), comemoraram o resultado da pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Vox Populi, encomendada pelo jornal O Liberal e publicada no último domingo. Dos dois mil eleitores entrevistados, 42% disseram que são contra, 37% a favor e 22% se disseram indecisos ao serem perguntados sobre o desmembramento do Pará para criar os Estados do Carajás e de Tapajós.
Para o deputado federal Giovanni Queiroz (PDT), um dos líderes do movimento pela criação do Carajás, o resultado da consulta é animador e mostra que há um forte sentimento popular pela emancipação de Carajás e de Tapajós.
O otimismo do deputado Giovanni Queiroz faz sentido, pois a pesquisa divulgada pelo O Liberal mostra que o número de pessoas que manifestaram contra a divisão do Pará não é tão grande assim. Até o momento, 42% disseram
que são contra, mas esse número poderá cair drasticamente quando for iniciada a campanha de rádio e televisão que abordará os motivos que levaram à população das regiões sul, sudeste e oeste do Pará a lutarem pela emancipação.
Ele lembrou que a maioria dos entrevistados pelo Vox Populi, 67%, reside na região de Belém que, em tese, é a base de um grupo que se posicionou contra a emancipação. “Temos plena convicção de que o STF vai corrigir a decisão do TSE, devolvendo apenas à população diretamente interessada na emancipação o direito de se manifestar através do plebiscito. Respeitamos a pesquisa e a iniciativa do jornal, mas achamos que as populações do Carajás e do Tapajós poderiam ter sido ouvidas separadamente e que fossem divulgadas as duas possibilidades de abrangência do plebiscito. Ainda assim, os números que mostram um retrato de todo o Estado do Pará são animadores. Há um desejo latente pela emancipação”, frisou Queiroz.

Fonte, Jornal a noticia (an10)